somos seres sociais, não ha como fugir disso
logo amizade é relação... duas pessoas
mas tem de haver bases sólidas e alinhamento de expectativas, porque um afeta o outro
vc é meu melhor amigo, mas eu sou apenas seu colega
conhecido...
-> isso fragiliza...
não é "verdadeiro"..
mas claro q é tudo construido também...
nos conhecemos ontem, eu nao posso ser confidente logo de inicio
]
todavia, se é estanque... se torna paia
sobretudo quando cai na compartimentalização das relações
amigo pra sair,, amigo pra fofocar.. amigo pra jogar...
em certo nivel.. isso desumaniza, pois instrumentaliza as pessoas
relações liquidas
infelizmente, na época das modernidades liquidas, fluidas.. as coisas sao mais frageis e efemeras
as pessoas tambem...
muitas vem e muitas vao...
a ideia era que pelo menos algumas permancecessem,
mas nunca se viu tanta solidao quanto ultimamente
Nessa modernidade líquida, eu gosto de dizer que existe um novo conceito chamado "Amizades Instrumentais". Hoje em dia as pessoas são levadas a se aproximarem de outras muito movidas por interesses (fomentado pela ideia de networking e afins) e não se debruçam a desenvolver uma amizade profunda, ao clássico saudosistas "para o que der e vier"... Como vocé disse, existe o amigo pra balada, mas com ele eu não desabafo porque não é confiável; tem o amigo do trabalho que eu só converso o necessário e não tô nem ai pra ele (em certos casos prefiro que ele se ferre para eu ficar com a vaga dele); tem o amigo que eu chamo para assistir filmes, mas jamais pro churrasco da família porque tenho vergonha dele... Enfim.. será que estamos condenados a uma solidão fatalista por fazer a crítica a esse modelo de organização?
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